segunda-feira, 10 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Você tem blutufe?
Oswaldo tirou o papel do bolso, conferiu a anotação e perguntou à balconista:
Moça, vocês têm pendrive?
Temos, sim.
O que é pendrive? Pode me esclarecer? Meu filho me pediu para comprar um.
Bom, pendrive é um aparelho em que o senhor salva tudo o que tem no computador.
Ah, é como uma disquete...
Não. No pendrive o senhor pode salvar textos, imagens e filmes. Adisquete, que nem existe mais, só salva texto.
Ah, tá bom. Vou querer.
Quantos gigas?
Hein?
De quantos gigas o senhor quer o seu pendrive?
O que é giga?
É o tamanho do pen.
Ah, tá. Eu queria um pequeno, que dê para levar no bolso sem fazer muito volume.
Todos são pequenos, senhor. O tamanho, aí, é a quantidade de coisas que ele pode arquivar.
Ah, tá. E quantos tamanhos têm?
Pode ter 2; 4; 8; 16 gigas...
Hmmmm, meu filho não falou quantos gigas queria.
Neste caso, o melhor é levar o maior.
Sim, eu acho que sim. Quanto custa?
Bem, o preço varia conforme o tamanho. A sua entrada é USB?
Como?
É que para acoplar o pen no computador, tem que ter uma entrada compatível.
USB não é a potência do ar condicionado?
Não, isso é BTU.
Ah! É isso mesmo. Confundi as iniciais. Bom, sei lá se a minha entrada é USB..
USB é assim ó: com dentinhos que se encaixam nos buraquinhos do computador. O outro tipo é este, o P2, mais tradicional, o senhor só tem que enfiar o pino no buraco redondo. O seu computador é novo ou velho? Se for novo é USB, se for velho é P2.
Acho que o meu tem uns dois anos. O anterior ainda era com disquete. Lembra da disquete? Quadradinho, preto, fácil de carregar, quase não tinha peso. O meu primeiro computador funcionava com aqueles disquetes do tipo bolacha, grandões e quadrados. Era bem mais simples, não acha? Os de hoje nem têm mais entrada para disquete. Ou é CD ou pendrive.
Que coisa! Bem, não sei o que fazer. Acho melhor perguntar ao meu filho.
Quem sabe o senhor liga pra ele?
Bem que eu gostaria, mas meu celular é novo, tem tanta coisa nele que ainda nem aprendi a discar.
Deixa eu ver. Poxa, um Smarthphone! Este é bom mesmo! Tem Bluetooth, woofle, brufle, trifle, banda larga, teclado touchpad, câmera fotográfica, flash, filmadora, radio AM/FM, TV digital, dá pra mandar e receber e-mail, torpedo direcional, micro-ondas e conexão wireless....
Blu... Blu... Blutufe? E micro-ondas? Dá prá cozinhar com ele?
Não senhor. Assim o senhor me faz rir. É que ele funciona no sub-padrão, por isso é muito mais rápido.
Pra que serve esse tal de blutufe?
É para um celular comunicar com outro, sem fio.
Que maravilha! Essa é uma grande novidade! Mas os celulares já não se comunicam com os outros sem usar fio? Nunca precisei fio para ligar para outro celular. Fio em celular, que eu saiba, é apenas para carregar a bateria...
Não, já vi que o senhor não entende nada, mesmo. Com o Bluetooth o senhor passa os dados do seu celular para outro, sem usar fio. Lista de telefones, por exemplo. Ah! E antes precisava de fio? Não, tinha que trocar o chip. Hein? Ah, sim, o chip. E hoje não precisa mais chip... Precisa, sim, mas o Bluetooth é bem melhor. Legal esse negócio do chip. O meu celular tem chip?
Momentinho... Deixa ver... Sim, tem chip. E faço o quê, com o chip?
Se o senhor quiser trocar de operadora, portabilidade, o senhor sabe.
Sei, sim, portabilidade, não é? Claro que sei. Não ia saber uma coisa dessas, tão simples? Imagino, então que para ligar tudo isso, no meu celular, depois de fazer um curso de dois meses, eu só preciso clicar nuns duzentos botões...
Nããão! É tudo muito simples, o senhor logo apreende. Quer ligar para o seu filho? Anote aqui o número dele. Isso. Agora é só teclar, um momentinho, e apertar no botão verde... pronto, está chamando.
Oswaldo segura o celular com a ponta dos dedos, temendo ser levado pelos ares, para um outro planeta:
Oi filho, é o papai. Sim. Diz-me, filho, o seu pen drive é de quantos... Como é mesmo o nome? Ah, obrigado, quantos gigas? Quatro gigas está bom? Ótimo. E tem outra coisa, o que era mesmo? Nossa conexão é USB? É? Que loucura.
Então tá, filho, papai está comprando o teu pen drive.
Que idade tem seu filho? Vai fazer dez em março.
Que gracinha... É isso moça, vou levar um de quatro gigas, com conexão USB.
Certo, senhor. Quer para presente?
Mais tarde, no escritório, examinou o pendrive, um minúsculo objeto, menor do que um isqueiro, capaz de gravar filmes! Onde iremos parar? Olha, com receio, para o celular sobre a mesa. "Máquina infernal", pensa. Tudo o que ele precisa é um telefone, para discar e receber chamadas. E tem, nas mãos, um equipamento sofisticado, tão complexo que ninguém que não seja especialista saberá compreender.
Em casa, ele entrega o pen drive ao filho e pede para ver como funciona. O garoto insere o aparelho e na ecrã abre-se uma janela. Em seguida, com o mouse, abre uma página da internet em inglês. Seleciona umas palavras e um 'heavy metal' infernal invade o quarto e os ouvidos de Oswaldo. Um outro clique e a música termina. O garoto diz:
-Pronto, pai, baixei a música. Agora eu levo o pendrive para qualquer lugar e onde tiver uma entrada USB eu posso ouvir a música. No meu celular, por exemplo.
Teu celular tem entrada USB? É lógico. O teu também tem.
É? Quer dizer que eu posso gravar músicas num pen drive e ouvir pelo celular?
Se o senhor não quiser baixar direto da internet...
Naquela noite, antes de dormir, deu um beijo em Clarinha e disse:
Sabe que eu tenho Blutufe? Como é que é?
Bluetufe. Não vai me dizer que não sabe o que é?
Não enche, Oswaldo, deixa eu dormir.
Meu bem, lembra como era boa a vida, quando telefone era telefone, gravador era gravador, toca-discos tocava discos e a gente só tinha que carregar num botão, para as coisas funcionarem? Claro que lembro, Oswaldo. Hoje é bem melhor, né?
Várias coisas numa só, até Bluetufe você tem. E conexão USB também.
Que ótimo, Oswaldo, meus parabéns.
Clarinha, com tanta tecnologia a gente envelhece cada vez mais rápido. Fico doente de pensar em quanta coisa existe, por aí, que nunca vou usar.
Ué? Por quê?
Porque eu aprendi a usar computador e celular e tudo o que sei já está ultrapassado. Por falar nisso temos que trocar nossa televisão.
Ué? A nossa estragou?
Não. Mas a nossa não tem HD, tecla SAP, slowmotion e reset.
Tudo isso?
Tudo.
A nova vai ter blutufe?
Boa noite, Oswaldo, vai dormir que eu não agüento mais...
ENVIADO POR LUCIANO BUISINE
Moça, vocês têm pendrive?
Temos, sim.
O que é pendrive? Pode me esclarecer? Meu filho me pediu para comprar um.
Bom, pendrive é um aparelho em que o senhor salva tudo o que tem no computador.
Ah, é como uma disquete...
Não. No pendrive o senhor pode salvar textos, imagens e filmes. Adisquete, que nem existe mais, só salva texto.
Ah, tá bom. Vou querer.
Quantos gigas?
Hein?
De quantos gigas o senhor quer o seu pendrive?
O que é giga?
É o tamanho do pen.
Ah, tá. Eu queria um pequeno, que dê para levar no bolso sem fazer muito volume.
Todos são pequenos, senhor. O tamanho, aí, é a quantidade de coisas que ele pode arquivar.
Ah, tá. E quantos tamanhos têm?
Pode ter 2; 4; 8; 16 gigas...
Hmmmm, meu filho não falou quantos gigas queria.
Neste caso, o melhor é levar o maior.
Sim, eu acho que sim. Quanto custa?
Bem, o preço varia conforme o tamanho. A sua entrada é USB?
Como?
É que para acoplar o pen no computador, tem que ter uma entrada compatível.
USB não é a potência do ar condicionado?
Não, isso é BTU.
Ah! É isso mesmo. Confundi as iniciais. Bom, sei lá se a minha entrada é USB..
USB é assim ó: com dentinhos que se encaixam nos buraquinhos do computador. O outro tipo é este, o P2, mais tradicional, o senhor só tem que enfiar o pino no buraco redondo. O seu computador é novo ou velho? Se for novo é USB, se for velho é P2.
Acho que o meu tem uns dois anos. O anterior ainda era com disquete. Lembra da disquete? Quadradinho, preto, fácil de carregar, quase não tinha peso. O meu primeiro computador funcionava com aqueles disquetes do tipo bolacha, grandões e quadrados. Era bem mais simples, não acha? Os de hoje nem têm mais entrada para disquete. Ou é CD ou pendrive.
Que coisa! Bem, não sei o que fazer. Acho melhor perguntar ao meu filho.
Quem sabe o senhor liga pra ele?
Bem que eu gostaria, mas meu celular é novo, tem tanta coisa nele que ainda nem aprendi a discar.
Deixa eu ver. Poxa, um Smarthphone! Este é bom mesmo! Tem Bluetooth, woofle, brufle, trifle, banda larga, teclado touchpad, câmera fotográfica, flash, filmadora, radio AM/FM, TV digital, dá pra mandar e receber e-mail, torpedo direcional, micro-ondas e conexão wireless....
Blu... Blu... Blutufe? E micro-ondas? Dá prá cozinhar com ele?
Não senhor. Assim o senhor me faz rir. É que ele funciona no sub-padrão, por isso é muito mais rápido.
Pra que serve esse tal de blutufe?
É para um celular comunicar com outro, sem fio.
Que maravilha! Essa é uma grande novidade! Mas os celulares já não se comunicam com os outros sem usar fio? Nunca precisei fio para ligar para outro celular. Fio em celular, que eu saiba, é apenas para carregar a bateria...
Não, já vi que o senhor não entende nada, mesmo. Com o Bluetooth o senhor passa os dados do seu celular para outro, sem usar fio. Lista de telefones, por exemplo. Ah! E antes precisava de fio? Não, tinha que trocar o chip. Hein? Ah, sim, o chip. E hoje não precisa mais chip... Precisa, sim, mas o Bluetooth é bem melhor. Legal esse negócio do chip. O meu celular tem chip?
Momentinho... Deixa ver... Sim, tem chip. E faço o quê, com o chip?
Se o senhor quiser trocar de operadora, portabilidade, o senhor sabe.
Sei, sim, portabilidade, não é? Claro que sei. Não ia saber uma coisa dessas, tão simples? Imagino, então que para ligar tudo isso, no meu celular, depois de fazer um curso de dois meses, eu só preciso clicar nuns duzentos botões...
Nããão! É tudo muito simples, o senhor logo apreende. Quer ligar para o seu filho? Anote aqui o número dele. Isso. Agora é só teclar, um momentinho, e apertar no botão verde... pronto, está chamando.
Oswaldo segura o celular com a ponta dos dedos, temendo ser levado pelos ares, para um outro planeta:
Oi filho, é o papai. Sim. Diz-me, filho, o seu pen drive é de quantos... Como é mesmo o nome? Ah, obrigado, quantos gigas? Quatro gigas está bom? Ótimo. E tem outra coisa, o que era mesmo? Nossa conexão é USB? É? Que loucura.
Então tá, filho, papai está comprando o teu pen drive.
Que idade tem seu filho? Vai fazer dez em março.
Que gracinha... É isso moça, vou levar um de quatro gigas, com conexão USB.
Certo, senhor. Quer para presente?
Mais tarde, no escritório, examinou o pendrive, um minúsculo objeto, menor do que um isqueiro, capaz de gravar filmes! Onde iremos parar? Olha, com receio, para o celular sobre a mesa. "Máquina infernal", pensa. Tudo o que ele precisa é um telefone, para discar e receber chamadas. E tem, nas mãos, um equipamento sofisticado, tão complexo que ninguém que não seja especialista saberá compreender.
Em casa, ele entrega o pen drive ao filho e pede para ver como funciona. O garoto insere o aparelho e na ecrã abre-se uma janela. Em seguida, com o mouse, abre uma página da internet em inglês. Seleciona umas palavras e um 'heavy metal' infernal invade o quarto e os ouvidos de Oswaldo. Um outro clique e a música termina. O garoto diz:
-Pronto, pai, baixei a música. Agora eu levo o pendrive para qualquer lugar e onde tiver uma entrada USB eu posso ouvir a música. No meu celular, por exemplo.
Teu celular tem entrada USB? É lógico. O teu também tem.
É? Quer dizer que eu posso gravar músicas num pen drive e ouvir pelo celular?
Se o senhor não quiser baixar direto da internet...
Naquela noite, antes de dormir, deu um beijo em Clarinha e disse:
Sabe que eu tenho Blutufe? Como é que é?
Bluetufe. Não vai me dizer que não sabe o que é?
Não enche, Oswaldo, deixa eu dormir.
Meu bem, lembra como era boa a vida, quando telefone era telefone, gravador era gravador, toca-discos tocava discos e a gente só tinha que carregar num botão, para as coisas funcionarem? Claro que lembro, Oswaldo. Hoje é bem melhor, né?
Várias coisas numa só, até Bluetufe você tem. E conexão USB também.
Que ótimo, Oswaldo, meus parabéns.
Clarinha, com tanta tecnologia a gente envelhece cada vez mais rápido. Fico doente de pensar em quanta coisa existe, por aí, que nunca vou usar.
Ué? Por quê?
Porque eu aprendi a usar computador e celular e tudo o que sei já está ultrapassado. Por falar nisso temos que trocar nossa televisão.
Ué? A nossa estragou?
Não. Mas a nossa não tem HD, tecla SAP, slowmotion e reset.
Tudo isso?
Tudo.
A nova vai ter blutufe?
Boa noite, Oswaldo, vai dormir que eu não agüento mais...
ENVIADO POR LUCIANO BUISINE
Máquina Digital do MINEIRO...
Um mineiro que morava no Rio de Janeiro comprou uma câmera digital. Em uma viagem a Minas, de visita a seus pais na “roça”, ele levou a câmera digital. Chegando lá, mostrou a novidade para todos. Nunca ninguém tinha visto algo igual. Para mostrar como o trem funcionava, o mineirinho resolveu tirar um retrato da família reunida. Pediu que todos ficassem bem juntinhos perto de uma cerca de arame farpado, debaixo de uma mangueira. Então, ele se afastou da turma, escolheu um lugar para deixar a câmera, programou o temporizador, clicou e correu feito um doido para junto de todos com a intenção de também sair na foto . . .
Foi um "Deus-nos-acuda". Todos saíram correndo também, atravessaram a cerca de arame farpado de qualquer jeito, rasgando as roupas e machucando-se. Depois do desastre, o mineirinho pergunta:
- Uai, gente! Qué qui deu n'ocês prá desimbestá dessi jeito, sô?
E sua tia, com as duas orelhas cortadas e a roupa toda rasgada, responde:
- Se ocê, qui cunhece esse trem, teve medo e saiu correnu pra cima da gente, imagina nós qui num cunhece! ! ! Cê besta sô! !
ENVIADO POR AUREA OLIVEIRA
Foi um "Deus-nos-acuda". Todos saíram correndo também, atravessaram a cerca de arame farpado de qualquer jeito, rasgando as roupas e machucando-se. Depois do desastre, o mineirinho pergunta:
- Uai, gente! Qué qui deu n'ocês prá desimbestá dessi jeito, sô?
E sua tia, com as duas orelhas cortadas e a roupa toda rasgada, responde:
- Se ocê, qui cunhece esse trem, teve medo e saiu correnu pra cima da gente, imagina nós qui num cunhece! ! ! Cê besta sô! !
ENVIADO POR AUREA OLIVEIRA
Romantismo atual - piadinha do dia
Uma mulher atraente está no seu carro à espera do semáforo abrir, quando um homem também bastante atraente pára o carro ao lado dela, na outra faixa, olha para ela e abre a sua janela muito rapidamente e a olha com ar de felicidade.
Pensando que ele ia dizer-lhe alguma coisa, ela também abre rapidamente a sua janela e também o olha com ar de extrema felicidade.
O homem olha fixamente para ela e diz:
"Ué, você também peidou?"
Pensando que ele ia dizer-lhe alguma coisa, ela também abre rapidamente a sua janela e também o olha com ar de extrema felicidade.
O homem olha fixamente para ela e diz:
"Ué, você também peidou?"
ENVIADO POR HUMBERTO REIS
O PAPA E OS TRÊS GAÚCHOS
Em visita ao litoral do Rio Grande do Sul, o Papa foi levado à praia do Albatroz onde presenciou uma cena impressionante.
Algumas pessoas gritavam, desesperadas, apontando para o mar.
Forçando a vista, Sua Santidade pode ver um jovem, vestido com a camisa da seleção Argentina, lutando desesperadamente contra o ataque de um tubarão!
O pânico era geral, mas três homens se aproximaram da água.
Um arremessou um arpão que acertou no corpo do tubarão; o segundo arrancou o jovem ensanguentado de sua enorme boca, enquanto o terceiro abatia a feroz criatura com vigorosas cacetadas.
Depois de levar o Argentino inconsciente até a areia, os três sujeitos arrastaram o tubarão até as proximidades de uma camionete e colocaram na caçamba.
Ainda cansados, os gaúchos foram levados até as proximidades do Papa-móvel.
O Papa, visivelmente emocionado, lhes dirigiu uma benção especial.
- Caríssimos irmãos do Rio Grande: a cena que hoje presenciei me ensinou muito acerca da grandeza dos homens, filhos de Deus. Sem considerar a rivalidade que existe entre os brasileiros e argentinos, um gesto nobre, superior e heróico, levou estes abnegados rio-grandenses a salvar um irmão das garras da morte, mesmo sendo este um Argentino. É um grande exemplo para a busca da paz entre os homens, sempre em conflito!
O Papa se despediu, emocionado, e, enquanto o Papa-móvel se afastava, um dos gaúchos perguntou aos outros:
- Escuta, tchê, quem é este velhote?
- Bah, guri! Deixa de ser ignorante, tchê, este é o Papa, o santo padre, o cara que fala direto com o Homem lá de cima! Ele tem a sabedoria divina.
- Sabedoria divina ele pode ter, tchê, mas não entende nada de pesca de tubarão.
- Cadê a isca?
- Fugiu de novo?
Algumas pessoas gritavam, desesperadas, apontando para o mar.
Forçando a vista, Sua Santidade pode ver um jovem, vestido com a camisa da seleção Argentina, lutando desesperadamente contra o ataque de um tubarão!
O pânico era geral, mas três homens se aproximaram da água.
Um arremessou um arpão que acertou no corpo do tubarão; o segundo arrancou o jovem ensanguentado de sua enorme boca, enquanto o terceiro abatia a feroz criatura com vigorosas cacetadas.
Depois de levar o Argentino inconsciente até a areia, os três sujeitos arrastaram o tubarão até as proximidades de uma camionete e colocaram na caçamba.
Ainda cansados, os gaúchos foram levados até as proximidades do Papa-móvel.
O Papa, visivelmente emocionado, lhes dirigiu uma benção especial.
- Caríssimos irmãos do Rio Grande: a cena que hoje presenciei me ensinou muito acerca da grandeza dos homens, filhos de Deus. Sem considerar a rivalidade que existe entre os brasileiros e argentinos, um gesto nobre, superior e heróico, levou estes abnegados rio-grandenses a salvar um irmão das garras da morte, mesmo sendo este um Argentino. É um grande exemplo para a busca da paz entre os homens, sempre em conflito!
O Papa se despediu, emocionado, e, enquanto o Papa-móvel se afastava, um dos gaúchos perguntou aos outros:
- Escuta, tchê, quem é este velhote?
- Bah, guri! Deixa de ser ignorante, tchê, este é o Papa, o santo padre, o cara que fala direto com o Homem lá de cima! Ele tem a sabedoria divina.
- Sabedoria divina ele pode ter, tchê, mas não entende nada de pesca de tubarão.
- Cadê a isca?
- Fugiu de novo?
Da próxima vez vamos amarrar o argentino com arame, é mais seguro.
ENVIADO POR FABIO BATALHA
domingo, 2 de setembro de 2012
ANJOS CAIPIRAS
Dois caipiras foram assaltar a Igreja à noite.
O padre percebeu o barulho, acendeu as luzes e perguntou:
- Quem está aí ?
Os dois caipiras ficaram calados, então o padre perguntou mais forte:
- QUEM ESTÁ AÍ ???
Um dos caipiras respondeu baixinho:
- Nois é anju...
O padre então já desconfiado diz:
- Então vôa.
O outro caipira sem titubear responde:
- Nois é fióti...
ENVIADO POR AUREA OLIVEIRA
IMPORTANCIA DA ILUMINAÇÃO
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